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20 de Dezembro de 2013

Uva chega mais cara na mesa do paranaense

Redução na produção, motivada pela quebra de safra, eleva o preço pago pelo consumidor; valor médio fica em R$ 9,13 o quilo no varejo

O consumidor está pagando mais caro pela uva neste final de ano. Na média de dezembro, o quilo da fruta está custando R$ 9,13, R$ 4,34 a mais se comparado ao preço médio referente ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura (Seab). O motivo, de acordo com especialistas, seria a redução da oferta da fruta devido à quebra de produção reflexo das duas geadas que ocorreram no meio do ano na região de Marialva (Região Metropolitana de Maringá), maior polo produtor de uva do Estado.

Paulo Andrade, agrônomo do Deral, afirma que a produção média do Estado, que é de 80 mil toneladas por ano, pode cair para 60 mil toneladas em 2013 devido à quebra de safra no município, que concentra 54% da produção paranaense de uva de mesa. Segundo Andrade, mais de 900 famílias que vivem da viticultura na região podem ficar com a renda abalada neste ano.

Verner Genta, presidente da Associação Norte Paranaense de Estudos em Fruticultura (Anpev), explica que as duas geadas afetaram mais de 80% dos parreirais de Marialva. Para este ano, a produção estimada para a região é de 5 milhões de quilos, 9 milhões a menos se comparado a 2012. "Perdemos 70% da nossa safra devido ao clima ruim", lamenta o presidente, que também é viticultor.

Segundo ele, mesmo com o aumento dos preços pagos aos produtores neste ano, chegando a até R$ 3,80 o quilo, R$ 1,10 a mais se comparado ao ciclo anterior, o viticultor irá ter prejuízos porque não terá produto para ofertar. Genta completa que por causa das podas realizadas no pós-geada, a colheita da safra deve ser estendida para janeiro. Genta lembra que geralmente a colheita termina em dezembro, com o objetivo de vendê-las no Natal e Ano Novo.

José Gonçalves Pacheco, produtor em Marialva, chegou a perder 60% da safra devido às geadas que atingiram a região no meio do ano. Em uma área plantada de três hectares, ele espera colher 7 toneladas da fruta por hectare. No ano passado, Pacheco colheu perto de 15 toneladas por hectare. "Estamos economizando ao máximo aqui na propriedade, principalmente em mão de obra, e estamos nós mesmos fazendo o trabalho", salienta o produtor.

Segundo ele, a elevação do preço pago ao produtor vai aliviar um pouco a sua rentabilidade, mas não deve chegar a dar lucro. "Achamos que nesta safra devemos empatar", completa Pacheco. O presidente da Anpev lembra que há duas safras o setor tem sofrido com os efeitos nocivos do clima. Nos últimos dois ciclos foi o excesso de chuva que comprometeu a qualidade das uvas, além dos preços que estavam ruins. "De 2012 para 2013 muitos viticultores desistiram da atividade por causa desses problemas", salienta Genta.

Segundo estimativas do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a produtividade das lavouras da região de Marialva caíram de 15 mil quilos por hectare em 2012 para 10 mil quilos por hectare estimados para este ano. Em área de cultivo, no ano passado a colheita aconteceu em uma área de mil hectares, caindo para 500 hectares neste ano.

Janeiro
Paulo Andrade completa que em janeiro outros polos de produção tanto no Paraná, quando no restante no País, principalmente na região Nordeste, entrarão em produção. Com isso, haverá um expressivo aumento na oferta, o que reduzirá os preços pagos aos produtores e consumidores.
 

Folha Web
Autor: Ricardo Maia


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