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24 de Maio de 2022

Evento Renova PR focou na energia renovável para todos


Desenvolvido pelo IDR, Prefeitura de Maringá e pela Sociedade Rural, o evento voltado aos agricultores Renova PR que aconteceu durante a Expoingá 2022 teve como objetivo abordar o desenvolvimento na melhoria da renda nas propriedades rurais, reduzindo os custos na geração de energia renovável. Logo no início, Norberto Ortigara, Secretário da Agricultura do Paraná, destacou que com o agro o Brasil tem a capacidade de ser um personagem de destaque em meio a economia global. Para isso, é preciso estudar e inovar, melhorando ainda mais a reputação que o país já tem por sua grande presença em diversas cadeias produtivas, ainda mais no momento que estamos passando da terceira maior revolução agrícola da história da humanidade, possuindo um impressionante histórico na produção alimentar, segundo Ortigara.

 

A genética aplicada é um fator importante na abordagem da agricultura tecnificada e exemplo da tecnologia aplicada no agronegócio, de modo que a ciência vai de encontro com o aumento da produtividade das lavouras e do controle de pragas e doenças que antigamente impediam o desenvolvimento das plantas. Foi a partir dessa modernização no campo que começou-se a fazer uma agricultura intensiva de alta mecanização que, apesar dos benefícios, também contribuiu para o desgaste dos solos, gerando um problema ambiental sério. Para resolver isso, a ciência apresentou novos meios de plantio, mostrando como plantar utilizando cobertura, reutilizando a água da chuva que promove a infiltração hídrica, entre outros modos de agricultura que não prejudicam tanto ou causam a erosão do patrimônio que é a terra. Apesar dessas melhorias, não se deve deixar de pensar se esse tipo de agricultura que prioriza o meio ambiente consegue produzir alimento suficiente para as 9 bilhões de pessoas que devem habitar o planeta em alguns anos, segundo projeções.

 

Muita inovação tem chegado até a roça e há uma tendência recente de voltar-se mais ao natural, utilizando menos carga química pesada, voltando-se para os bioinsumos, como fungos e insetos para controlar as pragas e doenças, permitindo que a planta produzia adequadamente dentro de sua carga genética. Além disso, outro elemento que pode ser percebido da nova revolução agrícola é a mecanização, de modo que as máquinas e tecnologias que facilitam os processos agrícolas chegam com tudo. Também é notável a digitalização dos processos, que permite elevar o desempenho dos produtores para facilitar o trabalho do agricultor.

 

Mas para isso, a energia é um bem essencial nesse complexo esquema e apenas o conhecimento aplicado é o que pode sustentar esse negócio. Hoje, qualquer propriedade rural, principalmente as que produzem animais e derivados, precisam ter energia de qualidade sem interrupções, para que não haja a perda da produção. É fato que a tecnologia e a energia permitiram que a força bruta não fosse mais necessária para realizar diversos processos. Mas até quando se fala de energia, é preciso pensar na sustentabilidade. Nos dias atuais seria impensável realizar um projeto tão grande e devastador como o de Itaipu, por exemplo, já que não se perdoa mais o devastamento ambiental em tais proporções. Apesar disso, o Brasil é capaz de gerar biomassa durante todo o ano, pois temos períodos solares de janeiro a dezembro. Diferente dos Estados Unidos e países europeus, não contamos com o frio intenso a ponto de precisar esperar degelar os solos para produzir soja e milho, permitindo que façamos mais de uma safra ao ano.

 

Ainda, os dejetos de animais podem ser utilizados em modelos tecnológicos para produzir biogás que gera calor e se transforma em energia elétrica, sem a necessidade poluir os lençóis freáticos. Então temos possibilidades novas para explorar e a energia passou a ser um insumo muito relevante nos processos agrícolas. “Estamos aqui para conversar sobre o futuro e adequarmo-nos para sermos menos dependentes da energia externa nas propriedades rurais”, disse Ortigara. E é prudente que os produtores invistam em fontes de energia renovável não só para seu consumo próprio, mas também pensando na venda do excedente para outras pessoas, por isso existem muitos incentivos para que os produtores sejam adeptos da energia solar.

 

E mesmo com a modernidade, ainda existem muitas melhorias a serem implementadas para que haja a conectividade no campo para que se possa utilizar todo tipo de tecnologia. Para isso, o IDR junto ao governo estadual, criou metas para que até 2030 existam 100 mil propriedades com geração própria de energia, com capital investido de 15 bilhões de reais, caracterizando um movimento econômico ambicioso. Com esse projeto, iniciado em agosto de 2021, apenas em nove meses já obteve-se 1884 projetos acatados pelo IDR PR com montante de R$331 milhões, 1015 projetos já em bancos no valor de 163 milhões de reais, 452 empresas de energia solar cadastrada e 16 empresas de biogás. 

 

Até 2030 objetiva-se alcançar uma produção de energia renovável abundante, que levará à produtividade agropecuária, a redução de custos, a competitividade dos produtos e a empregabilidade do Paraná, contando ainda com a adequação ambiental. Entretanto, o maior problema para a expansão do programa ainda é o fornecimento de crédito rural disponível.

 

Redação: Nicole de Alencar Broetto



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