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Notícias

07 de Agosto de 2013

Solução para os gargalos da infraestrutura logística no Brasil não sai em menos de três anos




Não faltam recursos nem tecnologia para resolver os problemas, mas sim
capacidade de gestão e política, acreditam especialistas reunidos em evento
sobre o assunto




Falta de estratégia, de planejamento, de capacidade de gestão de recursos
públicos e de gerenciamento das obras, além dos problemas regulatórios, foram
apontados por especialistas e lideranças do agronegócio reunidos no 12O
Congresso Brasileiro do Agronegócio, organizado pela Associação Brasileira do
Agronegócio (ABAG) na segunda-feira (5) em São Paulo, como as causas da
deficiente infraestrutura logística, que é considerado o principal fator hoje
de perda de competitividade do setor. Problema que não deve ser resolvido no
curto prazo e podem comprometer o futuro do agronegócio brasileiro.“O gargalo
logístico que afeta o agronegócio não será resolvido em apenas um ano, porque
não se faz uma obra nesse período. Serão necessários, no mínimo, três a quatro
anos para que os resultados comecem a aparecer. Isso se todos os investimentos
anunciados resultarem em obras”, afirma Afonso Mamede, presidente da Associação
Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), e debatedor
em um dos painéis do evento, sobre oportunidades e dificuldades para o aumento
da oferta.



Carlos Fávero, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do
Estado do Mato Grosso (Aprosoja), e Ingo Ploter, diretor presidente do Conselho
Empresarial da América Latina (CEAL), foram enfáticos em afirmar que não faltam
recursos. “A causa do problema não são os recursos e, para nós, não existe
pedágio maior que a falta de infraestrutura”, disse Fávero.



Dados reunidos pelo Movimento Pró-Logística e apresentados no congresso mostram
que uma tonelada de grãos transportada por caminhão de Sorriso, no norte do
Mato Grosso, ao Porto de Santos (SP), custa em torno de US$ 145, enquanto uma
tonelada de trigo, também transportada por caminhão de Córdoba até Rosário, na
Argentina, não custa US$ 36, e que de Illinois, no Centro Oeste dos EUA até o
porto de New Orleans, por hidrovias, esse custo não chega a US$ 25.



O problema não é novo, tem sido comentado há anos e esse debate se intensificou
neste ano com as dificuldades do escoamento da safra de mais de 180 milhões de
toneladas de grãos, levando os caminhões, em fila para descarregar nos portos
do Sudeste e Sul do País a congestionar as estradas. Luiz Carlos Corrêa
Carvalho, presidente da ABAG, resumiu, resignado, o que evoluiu do congresso da
entidade de 2010 para cá, quando uma série de metas propondo soluções para o
assunto foram entregues pela entidade ao governo: “agora existe, pelo menos, um
cronograma para as obras”.



Dentro da porteira a evolução tem sido grande. “Em 30 anos, o Brasil
quatruplicou sua produção de grãos, enquanto que a infraestrutura pouco mudou
nesse período”, afirmou Carvalho, completando: “o produtor brasileiro de soja
não pode mais arcar com um aumento de custos da ordem de 40% para o transporte
de sua produção”.



Ferrovias do século XIX



O representante do governo Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de
Planejamento e Logística (EPL) reconheceu as deficiências (“nossas ferrovias
são do final do século XIX”) e anunciou um Plano Nacional de Logística, que
prevê, entre outros pontos, a ampliação da malha ferroviária em cerca de 20 mil
quilômetros e um redesenho dos portos.



Figueiredo informou que os editais para as concessões rodoviárias começam a ser
publicados neste mês de agosto e se prolongam até novembro para os primeiros
lotes do investimento total de R$ 52 bilhões, anunciado no início do ano.
Também em agosto começam a ser publicados os editais para as concessões
ferroviárias, cujo investimento total nos próximos cinco anos chegará a R$ 58
bilhões. Já os editais referentes ao arrendamento de terminais portuários
começarão a ser publicados em outubro e seguem gradualmente até dezembro.



Alexandre Schwartsman, da consutoria Schwartsman & Associados, alertou para
a queda do investimento em infraestrutura no Brasil, que já foi de 5,5% do PIB
na década de 70 e hoje é de cerca de 2% do PIB, sendo o recomendável, 4%. “Para
isso, teríamos que poupar mais 2% do PIB, para direcionar para a
infraestrutura”, disse o consultor, destacando que a poupança no Brasil é
baixa.



E falando em escoamento da produção por ferrovias, Ingo Ploger, da CEAL,
alertou para um problema adicional: as diferenças de bitolas dos trilhos no
Brasil, Argentina e Chile, por exemplo e pediu uma “uma visão conjugada de
Mercosul. “Hoje é cada um por si na região”, disse, referindo-se principalmente
à Argentina.



Estoques na fazenda



Além de infraetrutura para transporte da safra e dos insumos, a questão da
armazenagem foi destacada pelos especialistas. As comparações com outros
grandes produtores agrícolas coloca ainda mais em evidência a deficiência
brasileira no setor. Enquanto na Argentina a capacidade de estocagem nas
fazendas é de 35 a 45%, no Estados Unidos, entre 55 e 60%, no Canadá, 85%, o
Brasil – segundo levantamento recente do Ministério da Agricultura e
Abastecimento (Mapa) – apresenta um índice sofrível: 15%.



Ter capacidade de estocagem na propriedade permite ao agricultor arbitrar
melhor o preço da sua produção, dando-lhe mais tranqüilidade para fazer uma
melhor negociação, apontou Ingo Ploger, informando que o Banco do Brasil acaba
de anunciar uma linha de crédito mais vantajosa para o investimento em
armazéns.



Jorge Karl, diretor presidente da Cooperativa Agrária Industrial (Paraná),
alertou, no entanto, para as diferenças entre o Brasil, os EUA e o Canadá:
“nesses países, as condições são mais favoráveis e não é preciso tanto
investimento na secagem dos grãos, o que é problema aqui, no nosso clima
tropical”. E destacou o papel importante das cooperativas na estocagem, uma vez
que centralizam e têm ganho de escala.



 



Sou Agro



Autor: Cristina Rappa



 








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