Área de Associados


X    fechar
Webmail


X    fechar
Webmail


X    fechar
Extensões de Base
X    fechar


Notícias

19 de Março de 2013

Presidente da Ocepar defende que o trigo deve ser protegido


A valorização recente do trigo nacional, com qualidade e preços competitivos tem sido positiva para todos os setores da cadeia, segundo o presidente da OCEPAR (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), João Paulo Koslovski. A entidade é uma das fortes atuantes no cenário nacional em busca de uma política interna para o trigo nacional.
 
Para ele somente critérios fortes e uma legislação que valorize o triticultor poderá garantir que a retomada dos 35% de área perdidos no Paraná nas últimas duas safras devido a instabilidade do mercado nacional de trigo. Mesmo com a situação atual favorável, é necessário garantir ferramentas para que o produtor siga interessado no trigo, fundamental nas propriedades, principalmente do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
 
Segundo Koslovski, essa política representa segurança alimentar para a população brasileira. “no inverno é a única opção em larga escala para os produtores rurais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, observa. Além disso, ele defende que ela é também uma excelente opção para a economia brasileira, cujos gastos com as importações impactam a balança comercial em US$ 2,0 bilhões ao ano.
 
De outro lado, ele garante que o cultivo do trigo no Brasil movimenta toda uma cadeia produtiva de máquinas, armazéns, insumos agrícolas, mão-de-obra e ajuda na sustentabilidade da cultura de verão, que normalmente é a soja. O plantio do trigo, além de ser uma ótima oportunidade de renda para os produtores das regiões frias no inverno é benéfico para a economia do país e para os consumidores.
 
O trigo é importante para a propriedade rural, segundo o presidente, pois dilui os custos fixos das culturas de verão e reduz o custo de produção em aproximadamente 15%. Além disso, racionaliza a estrutura de armazenamento, viabiliza a rotação de culturas reduzindo a proliferação de plantas invasoras, aumenta renda familiar rural, garante fornecimento de trigo à indústria reduzindo os gastos com importação e aumentando os investimentos internos. “Para citar outros exemplos, a produção de trigo também aumenta a oferta de empregos no complexo produtivo, melhora a renda dos estados e municípios através da movimentação da produção, transporte, industrialização e comercialização e incentiva a produção nacional contribuindo positivamente para a balança nacional”.
 
A valorização do trigo nacional, conforme Koslovski tem relação direta também com a qualidade dos materiais comercializados. “Esta melhoria de qualidade é um processo de longo prazo, desenvolvido pelas empresas de pesquisa, somados aos esforços, inclusive das cooperativas”, observa. Ele explica que a busca por melhores resultados econômicos pelos produtores passa pela escolha de cultivares que se adaptem às características demandadas pela indústria, bem como, por características agronômicas favoráveis em termos de produtividade. “No entanto, o produtor já entendeu que não adianta ter elevadas produtividades de um produto em que o mercado é restrito e dessa forma, estão cultivando materiais que tenham a qualidade demandada pelo próprio mercado”, afirma.
 
A qualidade do trigo nacional é excelente, segundo o presidente e “não deixa a desejar em relação ao produto importado”. Para ele, o que falta a cadeia produtiva do trigo é a segregação da produção, o que poderá ser alcançado num trabalho conjunto entre a pesquisa, cooperativas, produtores, indústria e governo com a regionalização efetiva da produção ainda no campo - cultivando um menor número de cultivares com características qualitativas semelhantes - facilitando a segregação no momento da entrega do trigo nas moegas após a colheita.
 
Koslowski acredita que sem políticas públicas de apoio à produção de trigo nas últimas safras, os produtores estão receosos com o cultivo do cereal. Entretanto, diante das cotações atuais do trigo, apresentando média de US$ 7,8/bushel (1 bushel de trigo = 27,216 kg) na CBOT em janeiro e de R$ 39,9/saca de 60 kg no Paraná no mesmo período, deverá haver aumento de área nas regiões onde não é possível cultivar o milho safrinha. Nas últimas cinco safras, o Brasil reduziu 500 mil hectares de plantio de trigo, uma redução de 21%, passando de 2,39 milhões de hectares em 2008 para 1,89 milhão de hectares no ano passado. Para tentar recuperar parte dessa área, o presidente acredita que se ocorrer uma divulgação de regras em tempo oportuno que garantam recursos para o plantio, seguro rural, regras de comercialização e preço mínimo até o fim de fevereiro, ainda é possível que o Paraná possa recuperar um pouco da área perdida nas últimas safras.

Agrolink







Mais Notícias







Anterior | 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211 212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231 232 233 234 235 236 237 238 239 240 241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252 253 254 255 256 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 286 287 288 289 290 291 292 293 294 295 296 297 298 299 300 301 302 303 304 305 306 307 308 309 310 311 312 313 314 315 316 317 318 319 320 321 322 323 324 325 326 327 328 329 330 331 332 333 334 335 336 337 338 339 340 341 342 343 344 345 346 347 348 349 350 351 352 353 354 355 356 357 358 359 360 361 362 363 364 365 366 367 368 369 370 371 372 373 374 375 376 377 378 379 380 381 382 383 384 385 386 387 388 389 390 391 392 393 394 395 396 397 398 399 400 401 402 403 404 405 406 407 408 409 410 411 412 413 414 415 416 417 418 419 420 421 422 423 424 425 426 427 428 429 430 431 432 433 434 435 436 437 438 439 440 441 442 443 444 445 446 447 448 449 450 451 452 453 454 455 456 457 458 459 460 461 462 463 464 465 466 467 468 469 470 471 472 473 474 475 476 477 478 479 480 481 482 483 484 485 486 487 488 489 490 491 492 493 494 495 496 497 498 499 500 501 502 503 504 505 506 507 508 509 510 511 512 513 514 515 516 517 518 519 520 521 522 523 524 525 526 527 528 529 530 531 532 | Seguinte


Fale Conosco

(44) 3220-1550


Rua Piratininga, 391 - Edifí­cio Lavoura - Fax (44) 3220-1571 - CEP 87013-100

Maringá - Brasil


 
Via Site