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03 de Dezembro de 2018

Produção de carne bovina deve crescer menos no Brasil em 2019, diz Rabobank

Aumento do descarte de vacas deve ter impacto na oferta de animais para abate no ano que vem, em meio a um cenário de maior demanda


A produção brasileira de carne bovina deve reduzir o ritmo de crescimento em 2019, avalia o banco holandês Rabobank em relatório de mercado. Depois de um crescimento estimado em 4% para este ano, deve haver um acréscimo de 2% no próximo ano. “O crescimento deve ser menor em função do significativo aumento do abate de vacas em 2018”, diz o documento.

De acordo com os analistas, esse movimento deve ocorrer em meio a um cenário de demanda maior pelo produto. O próximo ano deve ser de continuidade da recuperação do consumo interno, depois de dois anos de “modesto crescimento pós recessão de 2015-2016”.

E as exportações, que cresceram 10% de janeiro a outubro deste ano, também tendem a ficar maiores. Mercados considerados importantes como Hong Kong, China, Egito e Chile vêm comprando mais carne bovina do Brasil neste ano. E em novembro, a Rússia levantou o embargo ao produto.

Sendo um importante destino para a carne bovina, a Rússia tende a contribuir com o aumento das exportações brasileira no próximo ano, diz o Rabobank. O banco pondera, no entanto que, no curto prazo, o potencial de retomada do mercado é limitado, em função do número de plantas frigoríficas habilitadas.

“Apenas cinco plantas brasileiras foram liberadas a exportar para Rússia em novembro. Antes, 30 estavam habilitadas. O Brasil ainda enfrenta maior competição no mercado russo à medida que a Argentina aumentou sua presença durante a ausência brasileira”, diz o relatório.

O embargo russo foi imposto no final de 2017 e durou quase 12 meses. Naquele ano, o Brasil ainda embarcou 151,6 mil toneladas, o que rendeu aos exportadores US$ 487,18 milhões. Neste ano, com a sanção em vigor, foram apenas 3,26 mil toneladas e US$ 14,12 milhões de receita, conforme os números divulgados no sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura.

Apesar de publicado em novembro, o relatório não menciona eventuais riscos ao comércio internacional em função de declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro. Há o temor, por exemplo, de que uma eventual transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém afete a relação com os mercados árabes.

Bolsonaro também já fez críticas à postura da China que, de janeiro a outubro deste ano, comprou 258,7 mil toneladas de carne bovina brasileira, de acordo com os dados do Ministério da Agricultura.

Fonte: Revista Globo Rural.






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