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10 de Outubro de 2018

Tecnologia e maquinário tornam Plantio Direto na Palha realidade no manejo da mandioca

Presente em praticamente todas as regiões do Estado, a raiz passa atualmente por mais uma revolução na produção


Desde o plantio manual, feito em covas na base da enxada, passando pelo sulcado a cavalo, a cultura da mandioca contabiliza diversas transformações no Paraná. Presente em praticamente todas as regiões do Estado, a raiz passa atualmente por mais uma revolução no seu manejo: a adoção do Plantio Direto na Palha (PDP). Consolidado em outras culturas, principalmente na soja, o sistema de Plantio Direto na Palha tem seu berço no Paraná, onde o trio Manoel “Nono” Pereira, Herbert Bartz e Frank Dijkstra revolucionou a agricultura brasileira ao aplicar a técnica em larga escala na região dos Campos Gerais e em Rolândia, na década de 1970.

Esse tipo de manejo consiste em plantar a semente – ou a maniva, no caso da mandioca – diretamente sob palha e/ou outro tipo de matéria vegetal seca. A prática beneficia o solo, que não fica descoberto, evitando assim a ação erosiva das chuvas e do vento, conservando água e absorvendo a matéria orgânica da cobertura. Também traz benefícios econômicos ao produtor, que economiza em horas de máquina para preparar o solo, operação necessária no plantio convencional da mandioca, no qual se realiza um revolvimento do solo com arados e grades.

De acordo com o professor da área de mecanização agrícola da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Marechal Cândido Rondon, Emerson Fey, as experiências nesta área já ocorrem há 18 anos. “Na região Oeste, com o plantio direto sobre a palhada de culturas anuais como o milho, trigo e aveia, e no Noroeste, sobre palhada de milheto e Urochloa ruziziensis (conhecida como Brachiaria ruziziensis), cultivadas como cobertura vegetal, os resultados foram muito bons. Entretanto, nessa região encontramos dificuldades com plantio direto sobre áreas de pastagem, pois é comum a implantação da mandioca após a retirada do gado em sistema de rotação. Em 2017 iniciamos uma proposta, envolvendo a Embrapa, e implantamos um experimento que foi colhido agora e já implantamos outro agora para colher ano que vem”, conta.

Os resultados preliminares são positivos. “Ainda não terminamos de tabular os dados, mas percebemos que as variedades tradicionais não se adaptam bem ao plantio direto, enquanto variedades novas da Embrapa, voltadas para esse sistema, tiveram rendimento muito melhor. Algo em torno de 25% a mais”, calcula Fey.



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