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26 de Fevereiro de 2018

Atraso na colheita da soja obriga a reformulação dos planos para a safrinha


A vida dos produtores rurais na temporada 2017/18 não anda nada fácil. Depois de amargar seca no plantio da soja na safra de verão, que atrasou em até 40 dias o processo em algumas regiões do Paraná, e excesso de chuva no desenvolvimento das plantas, que ainda prejudica consideravelmente o trabalho de colheita, o próximo desafio recai sobre a safrinha. Sem tempo hábil para a semeadura dentro do calendário recomendado, os agricultores paranaenses estão revendo seus planejamentos para minimizar ao máximo os riscos.

Apesar de o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ter aumentado em 20 dias o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para 170 municípios produtores de milho, conforme solicitação da FAEP, a situação no campo ainda é de incertezas. Tudo por conta do lento trabalho de colheita da oleaginosa. Até o final de fevereiro, apenas 9% dos mais de 5,4 milhões de hectares semeados no Estado haviam sido colhidos, conforme relatório da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Na mesma época do ano passado, o índice era de 31%. A região de Campo Mourão é um exemplo nítido do atraso. Dos 682 mil hectares ocupados pela soja, apenas 3% foram colhidos (20 mil).

Diante deste cenário nada confortável, os produtores têm procurado alternativas para, dentro do possível, realizar uma boa safrinha. Para isso, muitos optaram por sementes de ciclo curto com variedades precoce, superprecoce e hiperprecoce, na intenção de que essas se adaptem melhor ao curto calendário.

“Essa é uma estratégia que pode ser utilizada para ajudar na safrinha. Claro, vai depender do clima para o desenvolvimento das plantas. Se for muito frio, chuvoso ou nublado, pode não dar certo, pois alongaria o ciclo. Mas é uma alternativa adotada”, aponta Maiko Zanella, engenheiro agrônomo e analista técnico da Gerência Técnica e Econômica (Getec) da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar).


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