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14 de Março de 2016

Segunda safra de uva pode cair pela metade


Precipitações excessivas e falta de luminosidade causaram doenças e afetaram o teor de açúcar das frutas no Paraná

Principal produtora de uva de mesa do Paraná e quinta maior do Brasil, a cidade de Marialva não está nada contente com as "peraltices" do fenômeno El Niño, que tem feito os índices pluviométricos dispararem no Estado. A diminuição de luminosidade e, claro, o excesso de chuvas, têm atrapalhado – e muito – a produção da fruta no Norte do Estado na safra atual. O problema se arrasta desde o último trimestre de 2015, quando a expectativa era grande para a colheita antes das festas de final de ano, e continua agora durante a safrinha, com colheita que se inicia nos próximos meses. 

Os números da quebra de safra ainda não são oficiais, porém as estimativas já são alarmantes para os produtores da região. Para a safra principal, já colhida em dezembro, a perda foi de aproximadamente metade do volume total estimado em 800 hectares dedicados à uva na cidade. Os números do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) são preliminares, mas apontam uma retração de pelo menos 18%. Já no caso da safrinha, a expectativa é que a quebra fique acima dos 50%. Em 2014, último dado levantado, as duas safras da cidade fecharam em 29,6 mil toneladas. 

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Marialva, Lindalvo José Teixeira, as chuvas foram intensas nos últimos quatro meses. Segundo ele, a produtividade média no município é de 15 toneladas/hectare (t/ha) a 18 t/ha. A safra de verão produziu apenas 5 t/ha e a perspectiva para a safrinha é de 3 mil t/ha a 4 mil t/ha. "As precipitações excessivas e a falta de luminosidade causaram doenças e afetaram o teor de açúcar das frutas. Os produtores têm sofrido com a chuva e não tiveram o controle sobre algumas doenças, como é o caso do Míldio, uma doença fúngica. 
O percentual de quebra variou dependendo da localização da lavoura, fase da cultura e os tratos culturais que cada produtor optou", salienta Teixeira. 

Ele comenta ainda que a quebra será maior para aqueles que fizeram a poda em dezembro e vão colher a partir de agora. Já aqueles que vão colher posteriormente, em junho, estão mais tranquilos e fecharão com produtividade mais elevada. "Esta não é a primeira safra que estamos sofrendo com esta situação difícil. Ano após ano vemos os produtores procurando novas alternativas para continuar sobrevivendo. E mesmo com algumas pesquisas sendo feitas, ainda falta recurso e tecnologia", ressalta. 

fonte: Folha Web


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